Madness

Hoje vi um amigo meu se encontrar com a namorada. Foi uma cena super rápida, que com certeza não significou lá muita coisa na vida deles, mas na minha…
Lembro que comecei esse blog falando sobre conto de fadas e tudo mais, acho que esse tema permeia minha vida, mas dessa vez de uma forma diferente.

Esse tipo de amor, que eu testemunhei por alguns segundos, essa coisa pura, inocente, crua e verdadeira, não me pertence. Eu não sou assim, as pessoas que se relacionam comigo não são assim, o mundo em que eu vivo não condiz com esse tipo de coisa.

Vivo minha vida pela experiência alheia, uma vez que tenho medo e gosto de controlar tudo a minha volta. Vejo pessoas sofrendo, passando o impensável, amando, tendo picos de euforia que contagiam todos a sua volta, e tudo isso me faz crescer, me faz realizado e, dessa forma, eu vivo.

Ver esse casal hoje me acalmou, me fez entender melhor o que acontece dentro de mim mesmo. Eu não vou ter esse tipo de amor, ponto final. Não tem como uma pessoa que faz parte de uma minoria da minoria (gray-a homorromântico) desejar um conto de fadas feito para heterossexuais. Contudo, minha observação de hoje me deixou completo, ver que esse amor que eu tanto li e sonhei de fato é possível, por mais que seja raro. Claro que por detrás disso tudo existem muitas outras camadas desse relacionamento, coisas que eu nem sonho em saber, mas aqueles olhos… Eu nunca vi dois pares de olhos brilharem daquela forma e isso me basta! Ali eu senti todo o amor que eu nunca vou ter e fui contagiado, acalmado, reconfortado!

Meu único desejo de 2014 é que as pessoas a minha volta vivam intensamente! É um desejo egoísta e medroso, mas é a forma que eu tenho de me realizar. A intensidade não me faz bem, eu gosto da calma, da estabilidade, mas preciso do outro lado para, também, crescer, aprender e me completar. De experiências próprias, eu já atingi meu limite, meu pequeno e duro coração não aguenta mais, mas minha mente e meus ouvidos estão ansiando por tudo que vocês podem me trazer, portanto cresçam, vivam, passem apertos, fiquem extasiados, amem, odeiem, etc! Eu serei eternamente grato xD

Como a assexualidade pode ser libertadora!


Eu geralmente deixo aqui uma música, mas dessa vez acho melhor essa palestra!

Bom, Assexualidade! Isso pra mim é mais tabu do que qualquer outra “orientação sexual”, aliás, é mesmo uma orientação sexual? Uma identidade de gênero? O que seria? Nem meu Word reconhece a palavra assexualidade (ele oferece como opção de correção “as sexualidades”). Um conceito muito difícil de ser entendido, exatamente por ser um tabu. Ninguém fala de assexualidade, ainda mais em um país que tem uma cultura de valorização da sexualidade tão forte, seja em suas festas populares, em ritmos de dança, na televisão, na música, no teatro, no cinema, enfim, a lista é grande.

Durante quase 6 meses venho me perguntando sobre esse conceito, sobre como eu me encaixo ou deixo de me encaixar nele, e para isso, claro, fiz muitos estudos, li muitos textos, posts em fórum (por sinal, difícil encontrar esse material) e o que mais me deixou curioso, antes de entrar em detalhes, é ver que geralmente os assexuais (outra palavra que o Word não reconhece) preferem manter o anonimato. Achei esse fato muito curioso e me remeteu ao movimento LGBT, como poucos anos atrás os pertencentes a essa sigla também preferiam o anonimato, com medo de sofrer represálias e serem incompreendidos. Isso se aplica, hoje, aos assexuais, eles dizem ter medo de não serem entendidos, de ouvir coisas como “ah, mas você é viado mesmo”, “isso é só uma fase”, “como você pode não gostar de sexo? Você está querendo chamar atenção!”. Compreensível, mas acho importante dar as caras à tapa. Na minha vivência dentro do mundo LGBT, notei que um dos maiores atos políticos que um LGBT pode ter é se assumir, mostrar para si mesmo e para aqueles a sua volta a normalidade da coisa.

Como eu não tenho lá muita vergonha de me expor (se eu tivesse, nem estaria cogitando escrever e publicar esse texto), venho aqui contar minha experiência e, enquanto conto, organizar as ideias que passaram na minha cabeça durante toda minha vida, mas especialmente durante esses últimos 6 meses.

Antes de falar, melhor definir alguns conceitos, né? Bom, o que é assexualidade? Segunda nossa querida Wikipédia “Assexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual por nenhum gênero.”. Hmmm… será? Não sei, achei isso meio reducionista. Então um assexual é aquele que não sente atração nenhuma? Por ninguém? Nunca? Nem um beijinho? E essas pessoas se relacionam amorosamente? Não fiquei satisfeito com essa resposta, então vamos buscar outras fontes!

Segundo o site “Refúgio Assexual”, assexualidade é definida como “uma orientação sexual caracterizada pela falta de atração sexual por todos os gêneros. Para alguns ocorre também uma falta de atração romântica, mas nem todos. Uma pessoa com essa orientação, no Brasil, costuma ser referida como assexual ou assexuada(o) (apesar de que esse segundo termo parece ser mais usado por pessoas que se consideram sem um sexo físico, andrógenos, como identidade de gênero, não orientação sexual).”.  Olha só! Interessante! Aqui já vemos que dentro da assexualidade, existem diferenças!  E uma pergunta já foi respondida! Então é uma orientação sexual, não uma identidade de gênero (muitos estudiosos ainda tratam a assexualidade como uma patologia, mas nem vou citar isso aqui por considerar a ideia no mínimo tosca).

O mesmo site ainda dia o seguinte: “muitos assexuais experimentam a atração, mas não sentimos a necessidade de agir sobre essa atração sexualmente. Em vez disso, sentimos um desejo de conhecer alguém, de nos aproximar dessa pessoa da forma que funciona melhor para nós. Assexuais que sentem atrações muitas vezes são atraídos por um gênero em particular, e se identificarão como gay/lésbica, bi ou hetero.”

Agora acho que temos da uma visão mais ampla sobre o assunto! Eu me lembro da década de 90, onde ser gay era ser extremamente feminino, afetado, praticamente uma mulher. Acho que hoje, em pleno 2013, as pessoas tem consciência que ser homossexual não define comportamentos, e o mesmo pode ser dito sobre o assexual! Enquanto um nega totalmente a sexualidade e não experimenta nenhum tipo de atração, desejo e nem vontade de se relacionar romanticamente, outro pode ter todas essas sensações, mas ainda assim ser um assexual!

Dentro da assexualidade, encontramos outros conceitos, como o do Gray-a, o demissexual, entre outros, mas para isso eu deixo aqui um link que explica tudo bonitinho, já que meu objetivo aqui não é fazer uma tese sobre o assunto!

(http://assexualidades.blogspot.com.br/2011/11/diferencas-e-semelhancas-entre-os.html)

Bom, deu de explicar, me deixe ir ao ponto disso daqui, falar de mim mesmo! Eu sempre fui uma criança, digamos, atrasada! Demorei a fazer amigos, para aderir ao desenho ou programa infantil da moda, para dar meu primeiro beijo, para ter minha primeira experiência sexual e para ter minha primeira relação sexual mesmo (eu defino relação sexual como penetração, mas acho que isso pode ser questionado, enfim!). Quando paro e penso, noto que meu desenvolvimento sexual foi muito tardio e, muitas vezes, forçado. Eu não queria pensar em sexo, pensar em beijar aquela menina ou aquele menino, pensar em me relacionar de forma carnal com outras pessoas, mas como explicar isso para meus coleguinhas? Como ser entendido por eles? Eu lembro que, quando tinha 14 anos, todo mundo já tinha beijado, menos eu. Inventei que havia beijado uma menina durante as férias e pronto, todo mundo ficou feliz e isso parou de ser um problema, até que mais tarde, la pela casa dos 18, 19 anos, sexo virou a pauta de todas as conversas…

Confesso que, depois de tantos anos exposto a diversidade (no sentido mais amplo da palavra) sexual, conversar sobre sexo hoje não é tanto um problema, mas no começo sempre foi algo que me incomodava… Eu não queria falar sobre algo que não me deixava confortável, que eu não me imaginava fazendo e nem queria fazer! Lembro ter expressado isso em uma determinada ocasião e ter ouvido “ah, mas você gosta de fulano!! Como assim você não pensa em transar com ele? Vai falar que se ele não pedisse, você não faria? DUVIDO!” (ah sim, isso foi uma experiência homossexual, categoria que hoje eu não sei se me incluo, mas não excluo totalmente). Lembro que, nessa ocasião, fiquei sem palavras! E se isso acontecesse? Será que eu de fato me negaria? Na minha cabeça, eu não sentia tal vontade, mas sempre foi dito para mim que, quando a gente gosta/ama alguém, a gente sente desejo e atração por essa pessoa, então eu achei que eu deveria sentir isso também, afinal todos sentem!

Até que esse dia chegou! A pessoa que eu tanto amava me deu essa abertura, e o que eu fiz? Não consegui fazer nada! Nada assim… Coisas foram feitas, mas tudo era tão desconfortável, chato, que eu cortei assim que eu pude! E a partir daquele dia eu me perguntei “será que eu sou assexual?”.

Bom, esse caso aconteceu fazem alguns bons anos, e ele se repediu mais algumas vezes, em todas elas eu não me sentia a vontade e sempre interrompia o ato, até que, ano passado, depois de muito ouvir, ser questionado, apontado e cobrado, eu decidi fazer a coisa e ver qual que era. E olha só, eu não gostei! “ah mas não foi com a pessoa certa”, numa boa, foi sim! “ah, então você é hetero”, vixe, sério mesmo? “então a pessoa não sabia fazer!” aheuaehuaeu, então eu vou ficar transando com todo mundo até achar alguém que saiba? A verdade é que até foi bom, existiram vezes que realmente era gostoso, mas não era confortável, eu não queria estar fazendo aquilo, fazia mais para satisfazer alguém e para me sentir menos carente do que por ter vontade de realizar o ato em si. Após o término desse namoro (e aqueles dias de luto que são necessários), eu sentei comigo mesmo e falei “bom fio, agora você já fez tudo, já sabe como é a coisa, por que você ainda não sente essa atração?”. E a resposta foi uma só: talvez eu seja assexuado! Mas perai, assexuado? É possível ser assexuado? O que é isso? E foi ai que eu comecei a entrar em contato com esse mundo, um mundo muito escasso de informação, com poucas pesquisas sobre e com poucos locais de debate, mas ainda assim consegui encontrar grupos que discutem o tema, pessoas que se identificam das mais diversas maneiras dentro da assexualidade, blogs, sites, fóruns, vídeos, entre outros, e fui aos poucos percebendo que aquilo tudo que eu tinha contato me era confortável, me soava bem, trazia um “quentinho no coração”! Eu conseguia me enxergar representado naquelas definições, conseguia me identificar com os relatos que eu lia, conseguia vibrar a cada palavra dita nos vídeos que assistia.

Enfim, o que eu tenho para dizer hoje é que sim, eu sou assexual! Se eu sou romântico ou não, se eu me encaixo mais dentro do conceito de Gray-a ou de demissexual ou mesmo de assexual, bom, ainda não sei, estou me descobrindo, mas me sinto pertencente a esse grupo, que não vivencia essa sexualidade explícita, que não sente necessidade de se relacionar sexualmente com outras pessoas, que não linka amor com sexo, e isso é extremamente libertador!

Lembro quando decidi contar minhas descobertas para meus amigos mais próximos, a grande maioria não entendeu e falou que era uma fase, inclusive uma grande amiga esses dias veio me perguntar se eu ainda tava nessas de assexualidade ou se já tinha voltado ao normal! Não julgo nem recrimino nenhum deles, eu mesmo agia dessa forma comigo, é muito difícil compreender um mundo que nunca foi apresentado e é muito difícil sair do armário pela segunda vez, mas como é libertador!

Hoje sinto que ainda tenho muito o que refletir, pensar, conhecer e estudar, mas começo a definir minha identidade, tardiamente como sempre! E como é bom se ver livre de algumas amarras sociais que te obrigam a coisas que você não está disposto a fazer, a pressão toda de algo que, pelo que dizem, deveria ser prazeroso, vai embora apenas por eu ter aceitado que eu não quero e não preciso fazer, e isso não me torna uma pessoa melhor ou pior do que os outros, me torna apenas mais próximo de mim mesmo, e eu não poderia desejar nada além disso!

E bom, vamos combinar que é muito bom não sentir necessidade de atrair sexualmente outras pessoas! Eu me visto para mim mesmo, me comporto como bem me interessa, não preciso conversar sobre sexo e nem induzir alguém ao ato, enfim, várias coisas!

Acho que já me estendi demais e duvido que alguém vá ler isso daqui, mas enfim, tá ai! Boa noite a todos, beijo do gordinho!

I Try

Quase 25 anos e agora eu paro para pensar: Minha vida mesmo começou em 2011! Até 2007 eu não sabia nada, nem quem eu era, o que eu queria e como ser ou agir. Entre 2007 e 2010 eu vivi um conto de fadas, um mundo paralelo que me fez muito bem, mas que desde o começo tinha data marcada para terminar. Uma vez acabado, estava na hora de encarar o mundo e, principalmente, me encarar. Foram 2 anos intensos, de experiências, tentativas, novidades e muitos, mas MUITOS erros.

Nesse novo começo, digo tchau para toda a intensidade, intensidade não é pra mim, e digo olá para a estabilidade, para a leveza! Sinto-me hoje capaz de atingir meus sonhos, de ser quem eu sou sem medo. A fase do novo, da experimentação, da tentativa e erro se encerra, uma vez que eu vi, fiz e tentei tudo que eu gostaria, não tenho mais nada para riscar na minha lista de vontades, mas possuo uma nova lista, a de desejos futuros, de construção de vida! A hora de construir é agora e carrega junto com ela muitas inquietudes e medos, mas atraí também uma grande segurança, já que eu sei exatamente o que eu quero, ou pelo menos sei o que eu não quero!

Uma coisa eu tenho certeza: Viver do jeito que eu sou nunca me dará grandes emoções, mas trará uma paz e uma estabilidade que eu jamais experimentaria se eu continuasse seguindo desejos adolescentes e rebeldias infundadas.

Acho que finalmente me encaixei em um molde, aquele que eu sabia quando criança que era feito para mim, mas, assim como todos, eu tive que ver se eu cabia em algum outro. Não existe mais um duelo dentro de mim, existe apenas o desejo da estabilidade. Sei que ela virá com muito suor e luta, mas essa luta é fácil de ser encarada e vencida!

Nerd, assexuado, careta, velho, rabugento, estranho, ateu, expansivo, exagerado, entre outros adjetivos que eu poderia pensar, eu sei que as palavras que antes me definiam não cabem mais! Não sou mais contraditório, não sou intenso, não sou ator coadjuvante da vida de alguém, não sou a ovelha negra da família, não sou um rebelde com causa, não sou extravagante, etc etc etc!

Segredo

Diversas palavras me vieram a cabeça, a vontade de escrever um livro de 1000 páginas foi grande, mas no fim das contas, apenas a letra dessa música é suficiente!

“Hoje eu acordei com vontade de te ver,
já faz tanto tempo que até assusta,
me assusta não saber nada de você
e não ter com quem falar de mim

Eu mudei, o meu cabelo
e tatuei, troquei de carro e de amor
tenho alguns bons amigos
e ainda me sinto tão só

Conta um segredo
como aqueles que nos vivemos juntos
Esquece o enredo
diz que ainda tem lugar pra nos

Hoje eu acordei com vontade de te ver,
Já faz tanto tempo e eu ainda me lembro
me lembro do teu corpo e cada canto teu
A mais do que eu sei tão vivo em mim

me mudei, troquei de emprego
conheci outros lugares e torres
já não sou mais tão menina
e ainda me sinto tão só

Conta um segredo
como aqueles que nos vivemos juntos
Esquece o enredo
diz que ainda tem lugar pra nos

Conta um segredo
como aqueles que nos vivemos juntos
Esquece o enredo
diz que ainda tem lugar pra nos

Diz que ainda tem lugar pra nós”

Breathe Me

Tudo começou com um erro: Dar um passo maior do que eu poderia dar sozinho. Aparentemente eu conseguia percorrer essa distância, mas as consequências foram notadas somente horas depois. Logo em seguida vem o excesso, a gula, juntamente com uma conversa franca que mexeu em feridas ainda não cicatrizadas. O próximo passo foi o caminho de todos os dias, a rotina que abate e pesa. Após isso houve uma caminhada que parecia algo, mas minutos depois se revelou outra coisa. O ponto final foi o inevitável, a descoberta de algo que eu sempre soube que estava lá, mas eu tinha medo de olhar e realmente deveria ter me agarrado a esse medo, pois enfrentá-lo culminou no óbvio: O Surto.

Ter autocontrole, algo que já não é nato da minha natureza, nesses momentos é uma tarefa árdua, que exige esforço de cada músculo do corpo. A solução parece tão simples, a resposta está tão perto, a vontade é tão grande, a necessidade de acabar com a dor grita, mas eu me controlo. Por enquanto…

End Of Time

A motivação hoje veio da falta de interesse… Eu estava mexendo no facebook e vi que não há nada pra se fazer nele, mas ontem mesmo a gente fez tanta coisa no site, demos milhões de risadas e vimos 3h passarem como se fossem 5 minutos.

Parei para pensar e vi como minha vida sem você perde boa parte da graça… As coisas são muito mais divertidas quando estamos juntos, tudo parece muito mais interessante do que o normal, maior do que o normal! Ai, como eu sinto falta de ter você todos os dias na minha vida, mas hoje eu sei valorizar muito cada momento que temos!

Mais uma vez, obrigado por fazer parte da minha vida!

E hoje faço essa música, que é tão sua, ser minha companheira!

“Come take my hand, I won’t let you go!”